Conceitos Importantes na Plataforma Sense

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Introdução

Com o advento do Qlik Sense novos termos e recursos foram adicionados e podem confundir até mesmo os mais experientes profissionais da plataforma QlikView. Por isso, este artigo visa transcrever os principais recursos e conceitos para facilitar o entendimento para quem está buscando migrar o conhecimento para o mundo Sense. Recorra a lista a seguir para ter maior conhecimento sobre os elementos principais que formam esta plataforma. A seguir são apresentadas questões relevantes sobre o ambiente e, na seção seguinte, os termos que podem ser necessários consultar para um entendimento pleno dos tópicos abaixo.

Termos e Conceitos

  • Apps: Uma aplicação é basicamente um painel contendo inúmeras guias, análises, gráficos e outros elementos. Fazendo um paralelo ao mundo QlikView trata-se do arquivo .QVW. Porém, na plataforma Sense um dashboard pode ser totalmente desenvolvido a partir do HUB (acesso Web) desde que o usuário tenha os privilégios adequados. Em linhas gerais é possível fazer um outro paralelo considerando o HUB a versão Sense do Access Point do QlikView, porém com outros recursos e visual. Estas aplicações (Apps) são publicadas para uma stream, ou uma "esteira" para onde são atribuídas permissões aos usuários. Uma aplicação pode ser desenvolvida diretamente no HUB ou construída no Qlik Sense Desktop e posteriormente importada para o HUB via QMC. Novos elementos gráficos podem ser adicionados a uma aplicação publicada a partir do Sense Desktop, mas os elementos originais não podem ser removidos. O formato do arquivo no Qlik Sense Desktop é .QVF, o mesmo paralelo para o .QVW do QlikView.
  • Stream: São espaços destinados a publicação de painéis (Apps) onde regras de acesso podem ser atribuídas. As stream permitem organizar o ambiente de tal maneira que as áreas ou grupos de usuários possam acessar os painéis publicados nestas esteiras de trabalho. Múltiplas stream podem ser criadas pelo administrador do Sense com diferentes propósitos, como por exemplo uma stream para Homologação e outra para Produção. Por padrão o Sense Server recém instalado é configurado com duas stream padrão: Everyone e Monitoring Apps.
 Nota: Todos os usuários autenticados podem publicar para a stream Everyone, enquanto conexões anônimas podem apenas ler.
  • Publish to Stream: Como mencionado, uma aplicação (App) pode ser desenvolvida pelo usuário com privilégios adequados diretamente no HUB ou a partir do Qlik Sense Desktop. Se uma aplicação é desenhada para prover informações para um grupo de usuários será preciso publicá-la em uma stream. A publicação ocorre pelo QMC para seja para painéis desenvolvidos diretamente no HUB ou aqueles importados pelo QMC a partir de arquivos .QVF. Regras são aplicadas a aplicação, stream e usuário para determinar quem e o que pode ser feito em uma App publicada. Conteúdo pode ser adicionado para aplicações importadas que foram desenvolvidas no Sense Desktop, mas os elementos padrão não podem ser modificados ou excluídos. Como visto, por padrão a stream Everyone é instalada com o Sense Server, para a qual por padrão todos os usuários autenticados possuem acesso.
  • Security Rules: Trata-se de um aspecto determinante na plataforma Sense, pois permite que o QMC possa ser utilizado para gerir de maneira centralizadas os aspectos de segurança, publicação, auditoria, acesso às streams, entre outras. Security Rules determinam o que um usuário é capaz de fazer em um recurso, por exemplo, uma stream. Por padrão as rules são definidas para permitir o acesso, de maneira que se um usuário não tem um privilégio garantido por uma rule então o acesso é automaticamente negado. Security Rules precisam ser criadas para permitir a interação dos usuários com streams, apps e outros recursos disponíveis.
 Nota: O Sense Server possui algumas rules definidas em nível administrativo. Veja quais são neste artigo.
  • Tokens: Define quantos usuários podem interagir com o Sense Server se o modelo de licenciamento não for por processador ou SaaS. Um token pode ser comparado, para fins didáticos, a uma licença do tipo NAMED no ambiente QlikView. Ou seja, garante acesso ao ambiente por meio de uma associação de licenciamento ao usuário. Porém, diferente da licença NAMED do QlikView, Tokens podem ser configurados pelo administrador para uso flutuante. Ou seja, serão consumidos na medida em que houverem usuários conectados e liberados imediatamente após o uso (veja a configuração de passe de acesso). O número de tokens disponível em uma instalação do Sense Server depende do arquivo LEF (licenciamento).
  • Users: Usuários são os logins credenciados a acessar o Sense Server (HUB) por meio de um token. Porém, antes que o usuário exista é preciso importar a lista de logins (contas) a partir de um serviço de diretório como Active Directory ou LDAP. Outros mecanismos também estão disponíveis para sincronização, mas de fato não existe uma forma de criar contas de usuário no Sense senão pela importação a partir de um serviço de diretórios. Isso pode levar a crer que o Sense só funcionará se houver um domínio em uso, mas não. Contas podem ser criadas no sistema operacional Windows Server onde o Sense está instalado, caso este não faça parte de um domínio. Regras de sincronização podem ser estabelecidas para manter os dados sobre os usuários importados na base local do Sense. De fato, não existe uma conexão permanente ao serviço de diretórios. Ou seja, uma vez importada a lista de usuários é preciso mantê-la sincronizada com o serviço de diretório em bases regulares (periodicamente).
  • Repositories: No ambiente Sense um repositório em PostgreSQL é mantido para hospedar de maneira centralizada todas as informações a respeito do ambiente, incluindo as permissões, auditorias, usuários, configurações gerais do ambiente, streams, etc. A partir da versão 3.0 do Sense um novo banco de dados será utilizado no lugar do PostgreSQL, mas essa informação sobre a plataforma não é publica até o momento, motivo pelo qual o Qknow se reserva no dever de não divulgá-la. O banco de dados é o ponto central utilizado por todos os serviços Sense, seja numa instalação centralizada ou distribuída.
  • User Access: Uma das formas de configurar os tokens no Qlik Sense Server é destinar uma licença especificamente para um usuário que sempre a terá disponível para acessar o ambiente quando quiser. Ou seja, no modelo user access a licença é associada ao usuário com uma vaga garantida e não compartilhada com outros integrantes do time. Este modelo bloqueia o token como ocorre nas licenças NAMED no QlikView. Alternativamente, o administrador poderá remover o token do usuário para transferir a outro interessado desde que atendendo a quarentena de 7 dias do último acesso do usuário vigente.
  • Login Pass: Na configuração por login um certo número de tokens é convertido em acessos esporádicos de maneira que uma única licença pode ser convertida em até 10 passes de acesso. Neste modelo a licença é flutuante e o usuário a receberá com base em rules previamente configuradas com os critérios de distribuição. Um token equivale a 10 passes e cada passe equivale a 1 hora de uso do Sense Server via HUB. Portanto, tanto um usuário pode consumir 10 passes (10 horas) quanto 10 usuários podem consumir 1 hora. Os "passes" são devolvidos ao ambiente (podem ser reutilizados) a cada 28 dias. A qualquer momento o administrador poderá retornar os passes para tokens do tipo user access em bloco de 10 passes livres.



Configurações Padrão

Por padrão, as configurações gerais pós instalação são:

  • Todos os usuários autenticados tem acesso a stream Everyone. Porém, para que um usuário seja autenticado é preciso conectar o ambiente a um serviço de diretórios. No QMC esta configuração está acessível pelo link user directory connectors.
  • Conexões anônimas tem acesso de leitura a stream Everyone. Porém, por padrão, nenhum usuário anônimo é permitido acessar o HUB. Para conexões anônimas é preciso configurar uma conexão a um serviço de diretórios e habilitar o recurso nas configurações do virtual proxy.
  • Após a instalação, o usuário que efetuar o licenciamento do servidor passa a ser automaticamente o administrador do ambiente, pois é adicionado a rule RootAdmin que possui direitos completos em todo o ambiente Sense. Novos usuários podem ser designados como administradores adicionando-os as roles específicas.
 Nota: A documentação da Qlik utiliza o termo rules e roles para o mesmo recurso dentro do QMC (Security Rules).
  • A partir das outras rules administrativas é possível distribuir as atividades de gestão para usuários com acesso mais restritivo ao QMC. Logo após a instalação 5 rules estarão disponíveis para fins de associar usuários com algum privilégio de gestão via QMC.
  • O Proxy é a porta de entrada para o HUB ou para o QMC. É importante não confundir o termo Proxy do Sense com os serviços de rede destinados a essa finalidade. O termo proxy refere-se ao serviço HTTP que responde pelas chamadas ao engine. Um único ambiente pode ter vários proxies Sense.
  • Todo objeto (App, Stream, Stories) possui um proprietário exclusivo. Somente proprietários de elementos não publicados estão aptos a navegar e visualizar os objetos a partir do HUB. A publicação permite que outros usuários possam ter acesso ao item publicado (se houver permissão adequada).
  • Usuários autenticados podem criar novos elementos gráficos em Apps (aplicações) publicadas, desde que tenham permissões adequadas. Aos usuários QlikView esta funcionalidade lembra o recurso de server objects, onde pela Web novos elementos gráficos podem ser criados no .QVW carregado no servidor.
  • Múltiplos serviços de autenticação podem ser configurados simultaneamente no mundo Sense. Na plataforma QlikView Server múltiplos autorizadores podem ser utilizados, mas apenas um único autenticador. As autenticações no Sense não dependem de configurações adicionais como páginas personalizadas com WebTicket, como ocorre no QlikView.
  • Toda comunicação entre os clientes Web e o QPS (Qlik Sense Proxy Services) é encriptado com um certificado digital que pode ser substituído pelo da Organização para evitar a tela de confirmação de conexão segura que é exibido na maioria dos navegadores (browsers).
  • Diferente do QlikView Server onde é possível assinalar um check-box para distribuir licenças NAMED automaticamente, no Sense Server é preciso criar uma rule (regra) de distribuição das licenças para evitar relacionar usuários individualmente.
  • Em termos de licenciamento não existe custo de aquisição do Qlik Sense Server, apenas das licenças de usuário. Ou seja, adquirindo um certo número de tokens (licenças de usuário) o servidor é distribuído gratuitamente (informação válida até a emissão deste artigo).